{"id":2085,"date":"2013-05-03T13:57:59","date_gmt":"2013-05-03T16:57:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.2atecnologia.com.br\/new\/?p=2085"},"modified":"2013-05-03T13:57:59","modified_gmt":"2013-05-03T16:57:59","slug":"o-futuro-dos-erps","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.2atecnologia.com.br\/new\/index.php\/o-futuro-dos-erps\/","title":{"rendered":"O futuro dos ERPs"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em um dos recentes eventos que participei surgiu um debate interessante sobre o futuro dos ERPs, diante das ondas tecnol\u00f3gicas que est\u00e3o quebrando sobre n\u00f3s, ou seja, as ondas da Cloud Computing, mobilidade, Social Business e Big Data. Como foi uma conversa aberta, no intervalo do caf\u00e9zinho, pudemos colocar algumas ideias inovadoras e eventualmente disruptoras. E como toda disrup\u00e7\u00e3o, gera muita rea\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria&#8230; Mas, instigar \u00e9 necess\u00e1rio e creio que vale a pena compartilhar o que foi debatido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessante que o ERP tamb\u00e9m teve seu grande momento. Lembro que h\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada atr\u00e1s as implementa\u00e7\u00f5e de ERP eram medidas pela gradiosidade de seus projetos. Falava-se com orgulho dos milh\u00f5es de d\u00f3lares que seriam investidos (ou gastos) em sua implementa\u00e7\u00e3o. Muitas foram muito bem sucedidas e outras, fracassos retumbantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Havia muita expectativa com seus resultados e cheguei a ouvir, isso em fins da d\u00e9cada de 90, um CEO dizer que ap\u00f3s o ERP ele conseguiria \u201cse \u00a0livrar de sua \u00e1rea de TI\u201d, pois tudo o que ele precisava estava no ERP&#8230; Ilus\u00e3o, pois depois da implementa\u00e7\u00e3o dos ERPs as \u00e1reas de TI cresceram mais que nunca pelo simples fato que o ERP atende apenas a uma parte das necessidades de informa\u00e7\u00f5es das empresas. E esta parte est\u00e1 cada vez menor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o motivo que levou \u00e0s empresas adotarem ERP como espinha dorsal de sua TI tem sido, ir\u00f4nicamente, seu \u201ccalcanhar de Aquiles\u201d. A integra\u00e7\u00e3o entre processos, um banco de dados central com vis\u00e3o \u00fanica da verdade s\u00e3o extremamente positivos, mas tornam a empresa inflexivel e r\u00edgida demais para se ajustar a din\u00e2mica dos neg\u00f3cios atuais. Mesmo com parametriza\u00e7\u00e3o e customiza\u00e7\u00f5es, a velocidade das mudan\u00e7as nos atuais cenarios de neg\u00f3cio e a entrada acelerada de novas tecnologias faz com que o ERP pare\u00e7a um imenso petroleiro manobrando no oceano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate se centrou neste aspecto. A arquitetura atual dos ERPs \u00e9 adequada ao cen\u00e1rio de neg\u00f3cios do s\u00e9culo XXI? O mundo de 2020 comporta um ERP como os de hoje?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flexibilidade e agilidade torna-se um fator de vantagem competitiva e um sistema que demora a responder passa a ser um problema e n\u00e3o solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas ondas tecnol\u00f3gicas est\u00e3o transformando o cen\u00e1rio da TI. A Computa\u00e7\u00e3o em Nuvem est\u00e1 comoditizando os servidores, transformando hardware em software e criando novas expectativas de como as empresas passam a consumir recursos computacionais. A mobilidade e a consumeriza\u00e7\u00e3o deslocam o eixo gravitacional da entrada de novas tecnologias da \u00e1rea de TI para os usu\u00e1rios. Os apps m\u00f3veis exploram novos intrfaces, intuitivos e \u201ccontext-aware\u201d, totalmente diferentes dos interfaces dos ERPs atuais, voltados para teclado e mouse, com interfaces pouco intuitivos. Al\u00e9m disso os recursos especificos dos dispositivos \u00a0m\u00f3veis, como geolocaliza\u00e7\u00e3o permite que invertamos a concep\u00e7\u00e3o dos processos. A potencialidade dos recursos dos dispositivos m\u00f3veis passam a ser refletidos no projeto do aplicativo. Ao inv\u00e9s de pensarmos no smartphone como apenas um meio adicional de entrega de informa\u00e7\u00f5es, ele passa a ser o cerne do porjeto. A explora\u00e7\u00e3o dos recursos como acelerometros, GPS, \u00a0etc, passam a orientar os processos que ser\u00e3o implementados no aplicativo. \u201cMobile centric\u201d torna o dispositivo m\u00f3vel o centro da opera\u00e7\u00e3o e os processos giram em torno dele. \u00c9 uma maneira diferente de se projetar sistemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, os ERPs devem se inserir no contexto do Social Business. Isto implica que muitos dos processos passam a ser colaborativos e processos lineares e individualizados precisam se reengenheirados para se tornarem \u201csociais\u201d. Os ERPs devem se integrar \u00e0s platformas sociais. Social passa a ser o modelo de interface predominante. Torna-se uma funcionalidade \u201cmust have\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este novo contexto tem algumas caracteristicas pr\u00f3prias:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) a velocidade de inova\u00e7\u00e3o dos apps m\u00f3veis extrapola a capacidade de qualquer vendedor de software de atender \u00e0s demandas. \u00c9 necess\u00e1rio criar um mecanismo que permita os usuarios desenvolverem seus aplicativos e os conectarem ao ERP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) a computa\u00e7\u00e3o em nuvem permite que o ERP possa operar fora da pr\u00f3pria empresa e com isso acaba se tornando mais flexivel, se moldando muito mais facilmente \u00e0s varia\u00e7\u00f5es de demanda do workload.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) O conceito de social business faz com que as redes de conex\u00e3o entre funcionarios e clientes se espalhe al\u00e9m dos limites da empresa, criando um novo cen\u00e1rio, mais abrangente. Afinal este cen\u00e1rio j\u00e1 estava descrito por Nicholas Negroponte em seu livro \u201cBeing Digital\u201d de 1995, quando ele disse \u201ccomputing is not about computers anymore. It is about living\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A minha tese (pessoal) \u00e9 que os ERPs se transformar\u00e3o, deixando de ser um aplicativo imenso e monol\u00edtico com tudo integrado para se tornarem uma plataforma, acess\u00e1vel por meios de APIs. Continua sendo o core dos processos, mas aberto a cria\u00e7\u00e3o de novas funcionalidades e apps. Passa a ser um conjunto federado de m\u00f3dulos, \u201cloosely coupled\u201d, integrados por uma arquitetura SOA. Na concep\u00e7\u00e3o de cloud, podemos pensar em um modelo PaaS, onde a base s\u00e3o os m\u00f3dulos com as \u00a0funcionalidades essenciais e os aditivos escritos pelos usuarios e ecossistema. Um modelo similar ao adotado pelo force.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este novo design tem uma caracter\u00edstica pr\u00f3pria. Com cloud computing ele pode ser adotado n\u00e3o apenas pelos grandes fornecedores de ERP atuais, mas est\u00e1 aberto a novos entrantes, o que gera um cen\u00e1rio instigante. Ser\u00e1 que os ERPs atuais estar\u00e3o conosco at\u00e9 o fim da d\u00e9cada ou outras alternativas surgir\u00e3o, ocupando seu espa\u00e7o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os atuais fornecedores o modelo de cloud altera de forma radical seu modelo de neg\u00f3cios, baseado em vendas de licen\u00e7a e altos custos de manuten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 simples transformar modelos de neg\u00f3cio, mas \u00e9 uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. Pela teoria de Darwin, n\u00e3o s\u00e3o os maiores e mais fortes, mas os mais adapt\u00e1veis que sobrevivem. Veremos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra mudan\u00e7a, a meu entender, que vir\u00e1 com este aproach de APIs e cloud, ser\u00e1 a diminui\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia da empresa a um unico fornecedor de ERP. Poderemos ter acesso a varios, mesmo porque estando em nuvens fora de casa os problemas de instala\u00e7\u00f5es fisicas diminuem drasticamente. E com a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologias de interoperabilidade entre nuvens a conex\u00e3o entre eles ficar\u00e1 bem mais facilitada. O ponto de entrada para acessar funcionalidades provavelmente passar\u00e1 a ser via app stores, internas e\/ou p\u00fablicas. E qual ERP atender\u00e1 a demanda dos apps vai ficar invisivel ao usuario&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessante, mas quando olhamos de forma diferenciada para o efeito das ondas tecnol\u00f3gicas podemos visualizar efeitos dram\u00e1ticos no atual cen\u00e1rio da TI. A propria consumeriza\u00e7\u00e3o ou movimento \u201cpower to the people\u201d gera a for\u00e7a necess\u00e1ria para a mudan\u00e7a de uma TI rigida e controlada por um departamento espec\u00edfico como temos hoje para approaches mais abertos, colaborativos e flex\u00edveis, onde a TI deixa de ser a pastora das ovelhas para ser uma advisor dos usuarios. Instigante, mas creio que vale a pena pensar sobre o assunto e seria \u00f3timo ler suas opini\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o Autor:<\/p>\n<div>Cezar Taurion<\/div>\n<div>Executivo de Novas Tecnologias Aplicadas\/Technical Evangelist da IBM Brasil. Formado em Economia, mestrado em Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o e MBA em marketing.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte:\u00a0http:\/\/www.administradores.com.br\/artigos\/tecnologia\/o-futuro-dos-erps\/70392\/<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um dos recentes eventos que participei surgiu um debate interessante sobre o futuro dos ERPs, diante das ondas tecnol\u00f3gicas que est\u00e3o quebrando sobre n\u00f3s, ou seja, as ondas da Cloud Computing, mobilidade, Social Business e Big Data. Como foi uma conversa aberta, no intervalo do caf\u00e9zinho, pudemos colocar algumas ideias inovadoras e eventualmente disruptoras. 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